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Protetora afirma que entrega do residencial Celina Bezerra pode se transformar no maior abandono coletivo de animais do Brasil

Milhares de famílias aguardam ansiosamente pela entrega das chaves do residencial Celina Bezerra. O complexo é composto por 4 mil apartamentos, divididos em 18 torres.
O conjunto habitacional, localizado na região do Alfredo de Castro, deve abrigar cerca de 16 mil pessoas.

Esse volume de pessoas prestes a mudarem de casas para apartamentos está tirando o sono de protetores de animais de Rondonópolis. A presidente da Organização Não Governamental Cantinho de Proteção Animal, Mirna de Castro Mendonça afirma que bastou acontecer o sorteio das primeiras casas para aumentar o fluxo de doação de animais nas redes sociais. “É muita doação acontecendo por dia, são dezenas. No meu celular está cheio de anúncios de doação. Tem até gente falando que se não encontrar um dono para seu bichinho vai sacrificar ou abandonar o animal. Estamos extremamente temerosos com a situação”.

Mirna ainda pontua que boa parte desses cães e gatos devem ser despejados nas ruas da cidade. “A maioria desses animais não encontrarão um novo lar e infelizmente serão descartados em qualquer canto. Além da maldade extrema, o indivíduo que promover esse tipo de absurdo ainda estará contribuindo para uma superpopulação de animais abandonados. Do jeito que a coisa está indo, Rondonópolis será notícia nacional, como a cidade autora do maior abandono coletivo de animais do Brasil”, frisa.

A Prefeitura acompanha o caso, mas até o momento ainda apresentou uma proposta que ajude a resolver o problema. A sociedade, no entanto, está se movimentando por protetores independentes e ONGs de proteção animal, trocando informações diariamente em busca de soluções. “Nós também temos o judiciário nos apoiando e a Câmara de Rondonópolis. O que precisamos é de repostas definitivas. Estamos tentando liberar a entrada dos animais de pequeno porte nos apartamentos, mas e os grandes o que vamos fazer? O poder público tinha que ter estudado o impacto disso há 3, 4,5 anos”.

A protetora acredita que um grande trabalhado de massificação do caso via imprensa pode ajudar a sensibilizar a sociedade e acelerar os processos de adoção e a criação de abrigos. “A maioria das pessoas ainda não sabem deste problema, tenho a convicção que quando o assunto ganhar mais publicidade teremos mais retorno de voluntários e empresas desejo ajudar a causa animal. Nós ainda confiamos na compaixão do ser humano”.

Abandono de animais é crime e segundo a Lei Federal nº 14.064/20, como pena detenção de até 5 anos.

A Ong Cantinho de Proteção Animal trabalha há quase 15 anos ajudando animais de rua abandonados e maltratados e os encaminhando para adoção. A entidade não resgata animais, trabalha na procura de tutores para os bichinhos.

A fundadora do Cantinho é Mirna de Castro Mendonça, que luta há várias décadas pelo bem-estar animal e denunciando maus tratos.

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